Dia da Apraxia de fala na Infância

Dia da Apraxia de fala na Infância

Maio é considerado o mês da Apraxia de fala.

E para manter nosso lema de Inclusão é Informação, hoje vamos falar um pouco sobre a Apraxia.
A apraxia é um transtorno neuromotor que afeta a habilidade do cérebro em enviar informações para a boca, lábios, bochecha, língua fazer os movimentos da fala. A criança não consegue programar e executar os movimentos necessários para falar.

É aquela criança que sabe o que quer falar, entende mais que expressa, mas na hora de falar fica perdida.
Você percebe que ela quer falar, mas algo não sai como esperado.

Assim como no Autismo a Apraxia pode possuir graus e variar entre leve, moderado e severo.
Esse transtorno pode estar associado a síndromes, a outros transtornos do neurodesenvolvimento como o Autismo como pode ser encontrado isolado. Embora seja um transtorno raro de acometer o desenvolvimento encontramos crianças que podem ter exclusivamente Apraxia.
O diagnóstico de Apraxia pode ser feito pelo Fonoaudiólogo com experiência em desordens motoras de fala e a partir dos 3 anos de idade.
É um transtorno que também necessita de atenção e cuidado, quanto antes intervir melhor será o prognóstico da fala.
Existem muitas dúvidas se a criança irá conseguir falar e a resposta é que depende muito do grau da dificuldade, do tempo de tratamento e principalmente do tratamento ofertado.
Existem tratamentos especializados e é necessário muita dedicação da criança, família e equipe para superar esse desafio de desenvolvimento.
O principal entretanto é nunca desistir.
Pode ser desafiador ter uma criança com Apraxia, mas ver elas se comunicando e falando é recompensador.
Os estudos trazem uma grande porcentagem de crianças com Autismo e Apraxia associado, então se você tem uma criança ou adolescente que está em tratamento fonoaudiológico muito tempo e ainda é não verbal, investigue, pode ser Apraxia.
O importante é saber que o Autismo não impede ninguém de falar, mas os desafios associado ao Autismo sim.
Mais que um tratamento diferenciado, mais que informação é necessário ser voz dessas crianças que necessitam de nós.


Ana Maria Philips - fonoaudióloga