Dia Mundial da Pessoa com Esquizofrenia ( Autismo e Esquizofrenia Dra Débora Kerches)

Dia Mundial da Pessoa com Esquizofrenia

Posted @withregram • @dradeborahkerches A esquizofrenia se caracteriza pela presença de ambivalência emocional, alucinações (que são percepções de coisas que não estão lá, sejam elas imagens e/ou sons, mas a pessoa acredita com convicção de que são reais. As percepções são predominantemente auditivas e visuais), alterações da forma e do conteúdo do pensamento, sobretudo delírios (interpretação distorcida das informações, geralmente negativa, sugerindo perigo) e alterações do contato com a realidade. É um transtorno no qual há uma cisão com a realidade, com distorção, desorganização de praticamente todos os processos mentais (pensamento, afetividade, emoções, comportamento, discurso, motivação, percepções sensoriais, entre outros).
Pode ocorrer de forma abrupta ou mais frequentemente, insidiosa, com sintomas prodrômicos pouco específicos como perda de energia, iniciativa e interesses, humor depressivo, comportamento inadequado, negligência com a aparência pessoal e higiene, isolamento social, podendo permanecer por semanas ou meses antes do aparecimento de sintomas mais característicos.
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O isolamento social característico já nos estágios iniciais da esquizofrenia, pode se confundir, para alguns, com o quadro do espectro autista, porém, no Transtorno do Espectro Autista os sintomas e caraterísticas são observados já nos primeiros anos de vida, antes dos 3 anos e possui particularidades conhecidas.
Na esquizofrenia, os primeiros sintomas aparecem, na maior parte das vezes, durante a vida adulta, com a maturação do córtex pré frontal ou a partir da adolescência, e é rara antes dos 13 anos.
Assim como no TEA, na esquizofrenia o cérebro já nasce com questões atípicas e havendo predisposição genética associada a fatores de risco ambientais, pode haver seu desencadeamento. Como ambas as condições apresentam alterações químicas, no funcionamento, na arquitetura e nas conexões cerebrais, parece haver um aumento do risco desta comorbidade no espectro autista.
O tratamento é complexo com fármacos, intervenções cognitivo-comportamentais e multidisciplinares, além de uma forte rede de apoio familiar, escolar e de amigos.