A personalidade, a autenticidade e a importância das referências para a pessoa autista.

A personalidade, a autenticidade e a importância das referências para a pessoa autista.

A personalidade, a autenticidade e a importância das referências para a pessoa autista.

Como manter-se autêntico frente às pressões, pseudo-relações ou proximidade emocional de pessoas que admiramos e temos por referências?
Como pessoas, antes de qualquer diagnóstico, autistas com laudo ou não, somos feitos de qualidades e de defeitos que definem nossa personalidade e, portanto, teremos facilidades e dificuldades. O que, de fato, não deveria ser um problema, sacrifício ou motivo de "sofrimento"; principalmente pela compreensão de que somos únicos, neurodiversos e com possibilidades de desenvolver/ser tudo o que quisermos (com pouco, moderado ou muito suporte de apoio). Mas como fazer isso, entendendo a intensidade que requer ser autêntico?
Quando e como devo colocar minhas referências para serem validadas por tudo que realizo?
Manter-se fiel aos nossos ideais e atos traz, sim, (ex)tensão àquilo que realizamos. Somos (re)conhecidos por nossas obras, quer sejam boas ou ruins. E como entender que o que eu quero tornar-me tem uma narrativa fidedigna, que somos plenos do jeito que somos, naquilo que realizamos?
Buscar essa relevância em pessoas próximas, profissionais que auxiliam, que fazem mediação entre o eu-desejável e o eu-real?
Ter pessoas que são como faróis a guiar é fundamental nesse processo de descoberta pessoal. Principalmente pós-diagnóstico de TEA (com ou sem comorbidades, que é muito raro). Contém ironias.
Quando você tem pessoas para se inspirar, seu alvo é estabelecido, porque você "materializa" uma mira e um caminho a ser percorrido.
É possível querer estar perto de pessoas elegíveis e não perder o rumo. Pelo contrário, quando elegemos nossos "faróis" (amigos, terapeutas, líderes e afins), vemos possibilidades sendo reveladas.
Busque estar perto de pessoas excelentes, cujos referenciais possam ser seguidos.
Nesse processo de escolha, não tenha medo de errar. Nós só (re)conhecemos, buscando, agindo, sendo.
Lembre-se de que: as pessoas que lutam as nossas batalhas ao nosso lado, que são nossos faróis, são humanas tanto quanto nós. Não crie tantas expectativas em relação a elas. Às vezes, perdemos tempo demais idealizando padrões.
Ter referências é salutar, incrível mesmo; mas ser pleno naquilo que se faz, ser verdadeiro e intenso em suas ações faz de você único, autêntico.
A forma como você escolhe suas referências, e, sobretudo, o que você faz depois dessas escolhas denota a sua motivação para seguir.
Escolha seus faróis. Mire seus alvos visando sempre a acertar. Inspire-se! Mas não se esqueça da sua essência. As pessoas vão te amar exatamente por aquilo que não pode ser mudado, que faz de você um ser inesquecível. Orgulhe-se disso.

Por Francilene Vaz.
Dedico à Juliana Uggioni
🎯🌻❤️