MEU ALUNO TEM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH), E AGORA?

MEU ALUNO TEM TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH), E AGORA?

Por Kátia Morais

Professora especialista em Ed. Especial

Psicopedagoga

Diagnósticos psiquiátricos para justificar problemas de aprendizado, de comportamento, ou até mesmo dificuldade dos pais em educar seus filhos, tem se tornado muito comuns, entre eles está o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). A mídia foi carregando a sociedade de informações, algumas sérias e outras nem tanto, popularizaram os sintomas a ponto de professores dizerem que a criança tem TDAH somente nas aulas de matemática, aqui fica um alerta: “ crianças com TDAH não escolhem momentos para se mostrarem, ou elas tem, ou elas não tem”. O TDAH é um transtorno neuropsiquiátrico frequente, que acomete crianças, adolescentes e adultos, independente de país de origem, nível sócio-econômico, raça ou religião. A pessoa com TDAH não consegue focar a atenção mesmo quando está familiarizada com o assunto. E diante disso qual o papel do professor no processo diagnóstico e no tratamento do TDAH? Os professores têm uma condição privilegiada de observação do comportamento das crianças. Características da criança devem ser observadas pelo professor, para colaborar com o processo diagnóstico: - Como a criança se relaciona com adultos? - Como a criança se relaciona com outras crianças? - Como reage quando é contrariada pelo professor ou por outras crianças? - A criança finaliza o trabalho individual em sala de aula? - A criança consegue finalizar o trabalho de sala dentro do prazo estipulado? (E outros detalhes). E após o diagnóstico continua necessitando de um ambiente acolhedor, observe seu aluno com o coração aberto, elogie, crie rotinas, antecipe os fatos, utilize imagens. Tudo que for pensado para o aluno com diagnóstico de TDAH, deve ser aplicado para toda turma, porque caso contrário era se criar um ambiente de exclusão. Tenha empatia pela criança e sua família. Mantenha contato com os atendimentos que ele realiza fora da escola (fonoaudiólogo, neuropediatra, fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional, psicólogo, psicopedagogo). Conheça os medicamentos e fique atento ao comportamento da criança. Esteja aberto ao diálogo com a equipe gestora e demais professores. Esse é um trabalho que exige cooperação e colaboração e necessita de tempo, persistência e paciência.

Referencial de pesquisa:

Associação Brasileira de Déficit de Atenção, ABDA (www.tdah.org).

Equipe do Projeto Inclusão Sustentável (PROIS). https://www.tdah.org.br/wp-content/uploads/site/pdf/tdah_uma_conversa_com_educadores.pdf